domingo, outubro 19, 2008

Um verdadeiro post de leste

Quem diria quando o ksmproductions que isto iria acontecer um dia...

OST: o silencio quebrado pelo som das teclas, do frigorifico a trabalhar e dos sinos de uma igreja.

domingo, julho 13, 2008

Não explica, mas ajuda.

"Todos nóis somos filhos de um único pai.
Ádão e Eva."


Pastor do Bairro da Quinta da Fonte.

domingo, fevereiro 24, 2008

Voltar

Ah pois é, após muito tempo de interregno, Krushed está de volta!

É bom ver que o companheiro de luta Saigone Man não deixou isto morrer, cagando para aqui videos :)

E agora os fãs, não-fãs e todos os perdidos do ciber-espaço que aqui vieram parar, estão na expectativa, completamente babados e a pensar: "O que será que ele nos vai dizer?".
Primeiro, se realmente alguém está a ler isto nesse estado só me ocorre um coisa: não me leves a mal, mas se esta verborreia te deixa neste estado, acho que é melhor pedires ajuda a alguém...

E agora as verdadeiras palavras do come back: obrigado rapariga anónima (por acaso bonita e jeitosa) que estava na estação de Povósqui, Sábadóski à tardóvski e que tinha uns sapatos-ténis-qualquer-coisa-parecida que me agradaram bastante e me iluminaram a cabeça sobre o que calçado que comprar. Sim, porque a sociedade está tão podre e vai tão mal, que há gente que ocupa os neurónios com pensamentos filosóficos sobre que calçado comprar!

E antes que alguém pergunte, não, não era nenhum sapatinho de salto alto, nem nada feminino. Acontece que além de um vasto mercado dedicado às mulheres, elas ainda podem ir à fatia que sobra para os homens sem qualquer problema.

E pronto, é tudo. Qualquer dia há mais.

OST: Depeche Mode - Home - Air Around The Golf Remix; Rodrigo Leão - Cinema; Gui Boratto - Hera

quarta-feira, junho 13, 2007

"Novos planos para fugir"

Comprar tshirts lisas...baratas...


Estampar em cada uma delas 2F 3F 4F 5F Sab Dom


usalas no trabalho...


Experimentar trocar a ordem. Trazer a de 6F na 5F...


Analizar as reações dos colegas.

segunda-feira, abril 09, 2007

Quando usar roupa de Verão?

Pois é meus amigos, hoje aqui estou para dar uns conselhos sobre roupa.

Vou-me debruçar sobre aqueles fulanos e beltranas que mal aparecem uns raizinhos de sol ou o calendário chega ao dia 21 de Abril é logo ir para a rua de manga curta, calções, chinelos.

Aqui fica então o precioso conselho:

Quando é que devo usar a manga curta, os calções e os chinelos?
Obviamente quando estiver calor seu(sua) granda urso(a), seja em que altura do ano for! O importante a reter é CALOR, CALOR, SÓ QUANDO ESTIVER CALOR!!!

OST: Kelis - Milkshake

sábado, março 03, 2007

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

Combinação bacana

"Ela é bonita e intéligente. É uma combinação bácana numa múlhé"

Apanhei isto num zapping e achei piada.

OST: Charlotte Gainsbourg - 5:55

quinta-feira, janeiro 11, 2007

Portugal por...MEC

MEC

mms://195.245.176.20/rtpfiles/videos/auto/portugalde/portugde_12122006.wmv

Libertem os Pais Natal !


in público 2006-12-29.
PS- Cliquem na img para ampliar.

Tabacaria

    Não sou nada.
    Nunca serei nada.
    Não posso querer ser nada.
    À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

    Janelas do meu quarto,
    Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
    (E se soubessem quem é, o que saberiam?),
    Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
    Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
    Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
    Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
    Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
    Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.

    Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
    Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
    E não tivesse mais irmandade com as coisas
    Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
    A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
    De dentro da minha cabeça,
    E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.

    Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
    Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
    À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
    E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.

    Falhei em tudo.
    Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
    A aprendizagem que me deram,
    Desci dela pela janela das traseiras da casa.
    Fui até ao campo com grandes propósitos.
    Mas lá encontrei só ervas e árvores,
    E quando havia gente era igual à outra.
    Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei de pensar?

    Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
    Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
    E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
    Gênio? Neste momento
    Cem mil cérebros se concebem em sonho gênios como eu,
    E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
    Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
    Não, não creio em mim.
    Em todos os manicômios há doidos malucos com tantas certezas!
    Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
    Não, nem em mim...
    Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
    Não estão nesta hora gênios-para-si-mesmos sonhando?
    Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -
    Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
    E quem sabe se realizáveis,
    Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
    O mundo é para quem nasce para o conquistar
    E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
    Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
    Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
    Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
    Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
    Ainda que não more nela;
    Serei sempre o que não nasceu para isso;
    Serei sempre só o que tinha qualidades;
    Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta,
    E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
    E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
    Crer em mim? Não, nem em nada.
    Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
    O seu sol, a sua chava, o vento que me acha o cabelo,
    E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
    Escravos cardíacos das estrelas,
    Conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
    Mas acordamos e ele é opaco,
    Levantamo-nos e ele é alheio,
    Saímos de casa e ele é a terra inteira,
    Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.

    (Come chocolates, pequena;
    Come chocolates!
    Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
    Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
    Come, pequena suja, come!
    Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
    Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
    Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)

    Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
    A caligrafia rápida destes versos,
    Pórtico partido para o Impossível.
    Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
    Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
    A roupa suja que sou, em rol, pra o decurso das coisas,
    E fico em casa sem camisa.

    (Tu que consolas, que não existes e por isso consolas,
    Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
    Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
    Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,
    Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
    Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
    Ou não sei quê moderno - não concebo bem o quê -
    Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
    Meu coração é um balde despejado.
    Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco
    A mim mesmo e não encontro nada.
    Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
    Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
    Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
    Vejo os cães que também existem,
    E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
    E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)

    Vivi, estudei, amei e até cri,
    E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
    Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
    E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
    (Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
    Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
    E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente

    Fiz de mim o que não soube
    E o que podia fazer de mim não o fiz.
    O dominó que vesti era errado.
    Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
    Quando quis tirar a máscara,
    Estava pegada à cara.
    Quando a tirei e me vi ao espelho,
    Já tinha envelhecido.
    Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
    Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
    Como um cão tolerado pela gerência
    Por ser inofensivo
    E vou escrever esta história para provar que sou sublime.

    Essência musical dos meus versos inúteis,
    Quem me dera encontrar-me como coisa que eu fizesse,
    E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
    Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
    Como um tapete em que um bêbado tropeça
    Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.

    Mas o Dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.
    Olho-o com o deconforto da cabeça mal voltada
    E com o desconforto da alma mal-entendendo.
    Ele morrerá e eu morrerei.
    Ele deixará a tabuleta, eu deixarei os versos.
    A certa altura morrerá a tabuleta também, os versos também.
    Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
    E a língua em que foram escritos os versos.
    Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
    Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
    Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,

    Sempre uma coisa defronte da outra,
    Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
    Sempre o impossível tão estúpido como o real,
    Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
    Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.

    Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?)
    E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
    Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
    E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.

    Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
    E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
    Sigo o fumo como uma rota própria,
    E gozo, num momento sensitivo e competente,
    A libertação de todas as especulações
    E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.

    Depois deito-me para trás na cadeira
    E continuo fumando.
    Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.

    (Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
    Talvez fosse feliz.)
    Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.
    O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
    Ah, conheço-o; é o Esteves sem metafísica.
    (O Dono da Tabacaria chegou à porta.)
    Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
    Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
    Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu.

    Álvaro de Campos, 15-1-1928

sábado, janeiro 06, 2007

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OST: The Gossip - SITWOC (Playgroup Mix)

segunda-feira, novembro 06, 2006

[Lazer] Cinema/Copo/Música/Dança/CP/RL

Jovem do sexo masculino, DIVERTIDO, limpo, idóneo e de boa aparência procura jovem do sexo feminino com as mesmas qualidades e outros defeitos para juntos usufruírem de uma sessão de cinema na companhia um do outro totalmente grátis(*1).

Anúncio em vigor durante todas as terças-feiras, até à última sessão do cinema Londres.

Depois da sessão a jovem tem ainda direito a um copo(*2), jogar 4 em linha(*3), ir dançar para algum lado(*4) e dependendo da sua localização geográfica tem ainda direito a companhia na CP e RL no regresso a casa(*5).

Para mais detalhes é favor responder aqui ou contactar pelo nr 91245775[(10+1-1+2+3-2+5+10-3-2-3-4-6)/10]

NOTA:
(1*) - A gratuidade do bilhete de cinema só é aplicável às terças-feiras. A transferência do pacote [Lazer] para outro dia (por exemplo uma sexta-feira) implica o pagamento do bilhete ou então a anulação desta parte (o que também nem me chateia muito pois não sou assssssssiiiiiiimmmmm um apreciador de cinema)
(2*) - É um copo, não é nenhum bar aberto! (acho que não é necessário, mas pelo sim, pelo não: o que é pago é a bebida. O copo se o quiserem vão ter de o roubar!)
(3*) - O jogo não está incluído no pacote [Lazer]. Para poder usufruir desta animação é preciso levar o jogo (pois eu não tenho) ou então que se procure um bar que o tenha.
(4*) - A entrada nesse lugar dançável não está incluída. Não é ser forreta, mas vida de estudante não é fácil... Se na altura já tiver ganho o euromilhões prometo que pago a entrada. E talvez mais qualquer coisa:)
(5*) - A conversa não está garantida durante a viagem. Não sou antipático, mas é que depois de cinema, copos, 4 em linha, dançar até de manhã, uma pessoa já está um bocado cansada e com vontade de falar unicamente com o sr João Pestana:)


OST: The Gift - Clown

sábado, novembro 04, 2006

[Procura-se] Fim de ano

Olá olá pessoal!

E agora aqui vai a oportunidade por que todos esperavam: participar activamente neste super blog!! Uau, fantástico, dizem vocês! Pois é, chegou a vossa vez.

Deixem aí sugestões de fim de ano para mim e para os meus camaradas!

- tens uma casa catita com um barril de imperial? Então convida o pessoal!
- o barracão que habitualmente alugas para raptos está livre nessa altura? Então convida o pessoal!
- a tua irmã e as amigas irão ficar retidas em casa devido a um enorme nevão? Então convida o pessoal!
- vais ganhar o jackpot de 152 M€ do euromilhões e vais pagar um cruzeiro aos teus amigos? Então convida o pessoal!
- és amigo dos 2manydjs e arranjas convites para uma festa privada? Então convida o pessoal!
- tens qualquer outra proposta aliciante, mas que não está contida em nenhuma das alíneas anteriores? Então convida o pessoal!

E pronto, agora é convosco!

OST: Bent - Programmed To Love

quinta-feira, novembro 02, 2006

this is ALL Best Of

Estava aqui a ouvir uma novidade chamada "Love is All" que me fez pensar na cruz que é carregar com um nome tao foleiro como este, pró resto da carreira (que se espera que seja curta).

Entao porque não criar uma banda que muda de nome a cada album que lança...assim não tem que levar com o carimbo do nome foleiro pro resto da vida. Nem com as críticas sobre primeiros albuns e o que se espera dos seguintes. Assim seria sempre uma novidade! Nunca podiam associar o primeiro album dos "ALL is this" ao seu segundo disco. Pois esse "segundo" disco seria o primeiro dos "this is ALL".

Depois de resolvido este ponto, surge a dúvida sobre que nome dar ao primeiro e único album dos "ALL is this"...que seria o mesmo título para o primeiríssimo album dos "this is ALL". Então que título melhor que não o da consagração de uma enorme carreira!? Um "Best Of".

Assim...teríamos os "All is this" com o seu primeiro(e último) album "Best Of" e por sua vez os "this is ALL" com o seu primeiro(e último) album "Best Of"...


Talvez enganasse alguns tansos em época natalícia....