quinta-feira, janeiro 11, 2007

Tabacaria

    Não sou nada.
    Nunca serei nada.
    Não posso querer ser nada.
    À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

    Janelas do meu quarto,
    Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
    (E se soubessem quem é, o que saberiam?),
    Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
    Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
    Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
    Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
    Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
    Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.

    Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
    Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
    E não tivesse mais irmandade com as coisas
    Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
    A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
    De dentro da minha cabeça,
    E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.

    Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
    Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
    À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
    E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.

    Falhei em tudo.
    Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
    A aprendizagem que me deram,
    Desci dela pela janela das traseiras da casa.
    Fui até ao campo com grandes propósitos.
    Mas lá encontrei só ervas e árvores,
    E quando havia gente era igual à outra.
    Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei de pensar?

    Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
    Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
    E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
    Gênio? Neste momento
    Cem mil cérebros se concebem em sonho gênios como eu,
    E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
    Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
    Não, não creio em mim.
    Em todos os manicômios há doidos malucos com tantas certezas!
    Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
    Não, nem em mim...
    Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
    Não estão nesta hora gênios-para-si-mesmos sonhando?
    Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -
    Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
    E quem sabe se realizáveis,
    Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
    O mundo é para quem nasce para o conquistar
    E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
    Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
    Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
    Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
    Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
    Ainda que não more nela;
    Serei sempre o que não nasceu para isso;
    Serei sempre só o que tinha qualidades;
    Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta,
    E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
    E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
    Crer em mim? Não, nem em nada.
    Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
    O seu sol, a sua chava, o vento que me acha o cabelo,
    E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
    Escravos cardíacos das estrelas,
    Conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
    Mas acordamos e ele é opaco,
    Levantamo-nos e ele é alheio,
    Saímos de casa e ele é a terra inteira,
    Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.

    (Come chocolates, pequena;
    Come chocolates!
    Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
    Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
    Come, pequena suja, come!
    Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
    Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
    Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)

    Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
    A caligrafia rápida destes versos,
    Pórtico partido para o Impossível.
    Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
    Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
    A roupa suja que sou, em rol, pra o decurso das coisas,
    E fico em casa sem camisa.

    (Tu que consolas, que não existes e por isso consolas,
    Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
    Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
    Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,
    Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
    Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
    Ou não sei quê moderno - não concebo bem o quê -
    Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
    Meu coração é um balde despejado.
    Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco
    A mim mesmo e não encontro nada.
    Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
    Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
    Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
    Vejo os cães que também existem,
    E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
    E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)

    Vivi, estudei, amei e até cri,
    E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
    Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
    E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
    (Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
    Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
    E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente

    Fiz de mim o que não soube
    E o que podia fazer de mim não o fiz.
    O dominó que vesti era errado.
    Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
    Quando quis tirar a máscara,
    Estava pegada à cara.
    Quando a tirei e me vi ao espelho,
    Já tinha envelhecido.
    Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
    Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
    Como um cão tolerado pela gerência
    Por ser inofensivo
    E vou escrever esta história para provar que sou sublime.

    Essência musical dos meus versos inúteis,
    Quem me dera encontrar-me como coisa que eu fizesse,
    E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
    Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
    Como um tapete em que um bêbado tropeça
    Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.

    Mas o Dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.
    Olho-o com o deconforto da cabeça mal voltada
    E com o desconforto da alma mal-entendendo.
    Ele morrerá e eu morrerei.
    Ele deixará a tabuleta, eu deixarei os versos.
    A certa altura morrerá a tabuleta também, os versos também.
    Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
    E a língua em que foram escritos os versos.
    Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
    Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
    Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,

    Sempre uma coisa defronte da outra,
    Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
    Sempre o impossível tão estúpido como o real,
    Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
    Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.

    Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?)
    E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
    Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
    E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.

    Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
    E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
    Sigo o fumo como uma rota própria,
    E gozo, num momento sensitivo e competente,
    A libertação de todas as especulações
    E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.

    Depois deito-me para trás na cadeira
    E continuo fumando.
    Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.

    (Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
    Talvez fosse feliz.)
    Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.
    O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
    Ah, conheço-o; é o Esteves sem metafísica.
    (O Dono da Tabacaria chegou à porta.)
    Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
    Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
    Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu.

    Álvaro de Campos, 15-1-1928

sábado, janeiro 06, 2007

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OST: The Gossip - SITWOC (Playgroup Mix)

segunda-feira, novembro 06, 2006

[Lazer] Cinema/Copo/Música/Dança/CP/RL

Jovem do sexo masculino, DIVERTIDO, limpo, idóneo e de boa aparência procura jovem do sexo feminino com as mesmas qualidades e outros defeitos para juntos usufruírem de uma sessão de cinema na companhia um do outro totalmente grátis(*1).

Anúncio em vigor durante todas as terças-feiras, até à última sessão do cinema Londres.

Depois da sessão a jovem tem ainda direito a um copo(*2), jogar 4 em linha(*3), ir dançar para algum lado(*4) e dependendo da sua localização geográfica tem ainda direito a companhia na CP e RL no regresso a casa(*5).

Para mais detalhes é favor responder aqui ou contactar pelo nr 91245775[(10+1-1+2+3-2+5+10-3-2-3-4-6)/10]

NOTA:
(1*) - A gratuidade do bilhete de cinema só é aplicável às terças-feiras. A transferência do pacote [Lazer] para outro dia (por exemplo uma sexta-feira) implica o pagamento do bilhete ou então a anulação desta parte (o que também nem me chateia muito pois não sou assssssssiiiiiiimmmmm um apreciador de cinema)
(2*) - É um copo, não é nenhum bar aberto! (acho que não é necessário, mas pelo sim, pelo não: o que é pago é a bebida. O copo se o quiserem vão ter de o roubar!)
(3*) - O jogo não está incluído no pacote [Lazer]. Para poder usufruir desta animação é preciso levar o jogo (pois eu não tenho) ou então que se procure um bar que o tenha.
(4*) - A entrada nesse lugar dançável não está incluída. Não é ser forreta, mas vida de estudante não é fácil... Se na altura já tiver ganho o euromilhões prometo que pago a entrada. E talvez mais qualquer coisa:)
(5*) - A conversa não está garantida durante a viagem. Não sou antipático, mas é que depois de cinema, copos, 4 em linha, dançar até de manhã, uma pessoa já está um bocado cansada e com vontade de falar unicamente com o sr João Pestana:)


OST: The Gift - Clown

sábado, novembro 04, 2006

[Procura-se] Fim de ano

Olá olá pessoal!

E agora aqui vai a oportunidade por que todos esperavam: participar activamente neste super blog!! Uau, fantástico, dizem vocês! Pois é, chegou a vossa vez.

Deixem aí sugestões de fim de ano para mim e para os meus camaradas!

- tens uma casa catita com um barril de imperial? Então convida o pessoal!
- o barracão que habitualmente alugas para raptos está livre nessa altura? Então convida o pessoal!
- a tua irmã e as amigas irão ficar retidas em casa devido a um enorme nevão? Então convida o pessoal!
- vais ganhar o jackpot de 152 M€ do euromilhões e vais pagar um cruzeiro aos teus amigos? Então convida o pessoal!
- és amigo dos 2manydjs e arranjas convites para uma festa privada? Então convida o pessoal!
- tens qualquer outra proposta aliciante, mas que não está contida em nenhuma das alíneas anteriores? Então convida o pessoal!

E pronto, agora é convosco!

OST: Bent - Programmed To Love

quinta-feira, novembro 02, 2006

this is ALL Best Of

Estava aqui a ouvir uma novidade chamada "Love is All" que me fez pensar na cruz que é carregar com um nome tao foleiro como este, pró resto da carreira (que se espera que seja curta).

Entao porque não criar uma banda que muda de nome a cada album que lança...assim não tem que levar com o carimbo do nome foleiro pro resto da vida. Nem com as críticas sobre primeiros albuns e o que se espera dos seguintes. Assim seria sempre uma novidade! Nunca podiam associar o primeiro album dos "ALL is this" ao seu segundo disco. Pois esse "segundo" disco seria o primeiro dos "this is ALL".

Depois de resolvido este ponto, surge a dúvida sobre que nome dar ao primeiro e único album dos "ALL is this"...que seria o mesmo título para o primeiríssimo album dos "this is ALL". Então que título melhor que não o da consagração de uma enorme carreira!? Um "Best Of".

Assim...teríamos os "All is this" com o seu primeiro(e último) album "Best Of" e por sua vez os "this is ALL" com o seu primeiro(e último) album "Best Of"...


Talvez enganasse alguns tansos em época natalícia....

domingo, outubro 01, 2006

Vá para fora cá dentro

Há dias ia no comboio para Lisboa ao fim da tarde e as habituais conversas de companhia eram-me dadas por um homem de leste que falava ao telemóvel na sua língua e por uma brasileira que debatia com uma portuguesa sobre a cachaça brasileira e o bagaço português (aproveito desde já para informar que a brasileira gostava do nosso produto pois afirmou "o vosso bagaço é bom!").

Para quê comprar um bilhete low-cost e ir a outro país? Compre um simples bilhete suburbano da CP e aprecie uma viagem que lhe vai soar de outro mundo:)

OST: Peaches - Impeach My Bush

sábado, setembro 16, 2006

Momento Nerd

«O conselho de administração da Galp tem 18 elementos. Só faltam quatro para poderem organizar uns jogos de futebol de vez em quando.
A equipa de arbitragem pode ser contratada em outsourcing...»


in revista DIAD incluída no jornal Público de 15-09-2006.

sexta-feira, setembro 08, 2006

É oficial...

SOBREVIVI A AGOSTO!!!



agora, venham os bons ventos de Outono.


PS - Mas acho que não sobrevivo a bolonha.....

sábado, agosto 26, 2006

Oh Ana Lamy, deixa-me dormir que o teu mal é sono

Estava eu muito bem naquela fase de transição entre o quase a dormir e o quase acordado, com o rádio a tocar, quando a senhora Ana Lamy anuncia uma música nova "dos rapazes que começaram com música para um anúncio". Os rapazes eram os Dandy Warhols e lançaram o seu primeiro album em 1995, muito antes da música da Vodafone e a música nova era You Were the Last High do albúm Welcome to the Monkey House de 2003, quando para referência, hoje estamos em Agosto de 2006...

Está bem, a senhora não precisa de ser uma enciclopédia, mas para quem está há alguns anos na rádio, também não é preciso dizer tantas baboseiras...

No meio de isto tudo, houve um efeito positivo: consegui acordar num instante:)

OST: Thievery Corporation - AOL Music DJ Sessions: Mixed by

sexta-feira, agosto 25, 2006

Assine já a petição online contra os complexos e todos os tipos de Sinais!

Contra o aborrecimento Global!




Saigoneman

sexta-feira, agosto 18, 2006

sábado, agosto 12, 2006

«Eu sou o vosso príncipe encantado e vim salvar-vos dos linking park.»


Fufus Wainwright

in Radar

terça-feira, julho 18, 2006

Adiamento

Depois de amanhã, sim, só depois de amanhã...
Levarei amanhã a pensar em depois de amanhã,
E assim será possível; mas hoje não...
Não, hoje nada; hoje não posso.
A persistência confusa da minha subjectividade objectiva,
O sono da minha vida real, intercalado,
O cansaço antecipado e infinito,
Um cansaço de mundos para apanhar um eléctrico...
Esta espécie de alma...
Só depois de amanhã...
Hoje quero preparar-me,
Quero preparar-me para pensar amanhã no dia seguinte...
Ele é que é decisivo.
Tenho já o plano traçado; mas não, hoje não traço planos...
Amanhã é o dia dos planos.
Amanhã sentar-me-ei à secretária para conquistar o mundo;
Mas só conquistarei o mundo depois de amanhã...
Tenho vontade de chorar,
Tenho vontade de chorar muito de repente, de dentro...
Não, não queiram saber mais nada, é segredo, não digo.
Só depois de amanhã...
Quando era criança o circo de domingo divertia-me toda a semana.
Hoje só me diverte o circo de domingo de toda a semana da minha infância...

Depois de amanhã serei outro,

A minha vida triunfar-se-á,
Todas as minhas qualidades reais de inteligente, lido e prático
Serão convocadas por um edital...
Mas por um edital de amanhã...
Hoje quero dormir, redigirei amanhã...
Por hoje, qual é o espectáculo que me repetiria a infância?
Mesmo para eu comprar os bilhetes amanhã,
Que depois de amanhã é que está bem o espectáculo...
Antes, não...
Depois de amanhã terei a pose pública que amanhã estudarei.
Depois de amanhã serei finalmente o que hoje não posso nunca ser.
Só depois de amanhã...
Tenho sono como o frio de um cão vadio.
Tenho muito sono.
Amanhã te direi as palavras, ou depois de amanhã...
Sim, talvez só depois de amanhã...

O porvir...
Sim, o porvir...

Álvaro de Campos

segunda-feira, julho 17, 2006

Afinal também chove no verão

Foi o Hussama, Ussama , Ossama e até Osama. Depois também era o bin ou o ben. Numa coisa estavam de acordo. Era laden.

Agora é a Chuva de Verão e temos de novo os criativos. Hezbollah ou Hizballah.


Adoro estes "profissionais" da informação que julgam tudo e todos. E ai de alguém que os acuse de qualquer coisa que seja, isso seria atentado contra a sua Liberdade. Liberdade de desinformar.

Boa sorte para vocês

Não fiz nada ainda... Devo ter merda na cabeça... Ou se calhar não tenho é nada!!! Mais uma vez me fico pelo mais fácil que é adiar para Setembro... Esperemos que até lá ganhe qualquer coisa de jeito na cabeça...

Boa sorte para vocês e espero não vos encontrar em Setembro ;)

quarta-feira, julho 05, 2006

Obrigado por continuares a atestar na Galp :)

Está confirmado: Galp, mecenas oficial deste Verão :D

Quem é que quer ir ao Hype@Tejo ver Massive Attack? :)

OST: A Naifa - Señoritas

terça-feira, julho 04, 2006

On Repeat...

ELEFANT - Sunlight Makes Me Paranoid

PS- Porra que nunca mais acaba o Verão.

domingo, julho 02, 2006

Os 3 da videirada?!?

Encontrei isto como descrição de uma foto e fartei-me de rir :)

Não que seja mais do que os outros, pois também me engano naturalmente, mas nunca tinha ouvido esta da "videirada"!!!

PS: Com esta coisa toda já andei há procura no google e temos por lá "videirada", "vida eirada" e "vida airada" é à vontade do freguês! Se calhar estou a gozar e até existe a palavra (segundo o dicionário da Priberam, não), mas que na altura me deu vontade de rir, deu :D